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ELEIÇÕES 2026: AMANHÃ O BRASIL VAI ÀS URNAS — O QUE TODO ELEITOR PRECISA SABER ANTES DE VOTAR

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a participar do primeiro turno neste domingo; veja a ordem de votação, documentos aceitos, regras sobre celular e propaganda, o que é permitido e proibido e como se preparar para exercer o voto com tranquilidade


Depois de meses de campanha, debates, pesquisas, propaganda eleitoral e intensa movimentação nas redes sociais, chegou a hora da decisão.

Neste domingo, 4 de outubro, 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a comparecer às urnas em todo o país para participar do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.

A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todas as cidades brasileiras participantes do pleito. Se houver necessidade de segundo turno para presidente da República ou governador, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.

Mais do que escolher nomes, o eleitor decidirá quem ocupará alguns dos cargos mais importantes da estrutura política brasileira pelos próximos anos.

Por isso, a véspera da eleição também é momento de preparação.

Saber onde votar, quais documentos levar, conhecer a ordem dos candidatos na urna, preparar os números previamente e entender o que pode ou não ser feito no local de votação pode tornar o exercício do voto mais simples e tranquilo.

O Dossiê Nacional preparou este guia com as principais informações para quem vai às urnas amanhã.

SEIS TELAS, SETE ESCOLHAS: SAIBA A ORDEM DA VOTAÇÃO

A eleição deste domingo exige atenção especial.

O eleitor passará por seis etapas na urna eletrônica, mas fará sete escolhas, porque neste ano estão em disputa duas vagas para o Senado em cada estado e no Distrito Federal.

A ordem será:

  1. Deputado federal — quatro dígitos;
  2. Deputado estadual ou distrital — cinco dígitos;
  3. Senador — primeira vaga — três dígitos;
  4. Senador — segunda vaga — três dígitos;
  5. Governador — dois dígitos;
  6. Presidente da República — dois dígitos.

Nas duas votações para o Senado, é necessário escolher candidatos diferentes. Caso o eleitor repita o mesmo número, a urna informará que aquele candidato já foi escolhido e impedirá a confirmação repetida.

Antes de confirmar cada voto, vale conferir com atenção as informações apresentadas na tela da urna.

Para deputado federal e deputado estadual ou distrital, também existe a possibilidade do voto de legenda, conforme as regras do sistema proporcional. Para senador, governador e presidente, o voto é destinado diretamente ao candidato.

A Justiça Eleitoral recomenda ainda uma providência simples, mas bastante útil: levar uma “colinha” em papel com os números escolhidos.

A anotação em papel pode ser levada até a cabine e reduz o risco de esquecimento ou troca de números.

QUE DOCUMENTO É PRECISO LEVAR?

O título eleitoral físico não é indispensável para votar.

O eleitor deve apresentar um documento oficial com fotografia que permita comprovar sua identidade.

Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação.

O e-Título também pode ser utilizado como documento de identificação quando apresentar a fotografia do eleitor.

Caso o aplicativo não contenha a foto, será necessário apresentar outro documento oficial com fotografia.

Certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de trabalho digital, isoladamente, não são admitidas como prova de identidade para a votação.

O eleitor pode consultar previamente seu local e sua seção de votação pelo e-Título ou pelos serviços de Autoatendimento Eleitoral disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

CELULAR NÃO ENTRA NA CABINE DE VOTAÇÃO

Esta é uma das regras que merecem maior atenção.

O eleitor pode chegar à seção eleitoral com o telefone celular e até utilizar um documento digital para se identificar. Mas não poderá entrar com o aparelho na cabine de votação.

Também são proibidos máquina fotográfica, filmadora e outros equipamentos capazes de registrar ou comprometer o sigilo do voto.

Antes de se dirigir à urna, o celular deverá ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora.

A regra busca preservar um dos princípios fundamentais da eleição: o sigilo do voto.

Além de impedir fotografias ou gravações da tela da urna, a proibição dificulta práticas como compra de votos ou eventual exigência de comprovação da escolha feita pelo eleitor.

Quem se recusar a entregar o aparelho antes de entrar na cabine não será autorizado a votar enquanto não cumprir a determinação.

PROPAGANDA NAS RUAS TERMINA ÀS 22H DESTE SÁBADO

A campanha eleitoral entra hoje em suas últimas horas.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, candidatas, candidatos, partidos e coligações podem realizar determinadas formas de propaganda eleitoral nas ruas até as 22h deste sábado, 3 de outubro.

Até esse horário podem ocorrer, dentro das regras eleitorais, distribuição de material gráfico, caminhadas, passeatas, carreatas, circulação de carros de som e uso de alto-falantes.

Depois das 22h, essas atividades ficam proibidas.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, assim como o prazo para comícios e debates, já havia terminado na quinta-feira, 1º de outubro.

O QUE O ELEITOR PODE FAZER NO DOMINGO?

A legislação não impede que o cidadão demonstre sua preferência política no dia da eleição.

É permitida a manifestação individual e silenciosa.

O eleitor pode, por exemplo, usar camiseta, broche, adesivo, dístico ou portar bandeira que identifique sua preferência.

O que não pode ocorrer é transformar essa manifestação individual em ação coletiva destinada a influenciar outros eleitores.

São proibidas aglomerações com finalidade de propaganda, abordagem ou aliciamento de eleitores, distribuição de material de campanha e outras formas de convencimento no local da votação.

A boca de urna é crime eleitoral.

DESCONFIE DA INFORMAÇÃO QUE CHEGA NA ÚLTIMA HORA

As horas finais de uma eleição costumam ser marcadas por grande circulação de mensagens, vídeos, áudios, recortes de declarações e publicações nas redes sociais.

A recomendação ao eleitor é simples: antes de compartilhar, verifique.

Conteúdos alarmistas, informações sem fonte, vídeos fora de contexto e mensagens que atribuem fatos graves a candidatos ou às próprias eleições merecem atenção redobrada.

O fato de uma mensagem ter sido encaminhada por alguém conhecido não comprova que a informação seja verdadeira.

A Justiça Eleitoral mantém canais específicos para denúncias. O aplicativo Pardal recebe comunicações relacionadas a possíveis irregularidades de campanha e propaganda eleitoral. Já o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) recebe alertas sobre conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto capazes de afetar a integridade do processo eleitoral.

NÃO SABE MAIS ONDE VOTA? AINDA DÁ TEMPO DE CONSULTAR

Quem não se lembra do endereço, zona ou seção eleitoral deve fazer a consulta antes de sair de casa.

As informações estão disponíveis no aplicativo e-Título e no Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral.

Pelo e-Título, a opção “Onde Votar” informa o local e pode auxiliar inclusive na definição da rota até a seção eleitoral.

A consulta antecipada é especialmente importante porque locais de votação podem ter sofrido alterações.

E QUEM NÃO PUDER VOTAR?

O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral e não estiver habilitado para votar naquela localidade deverá justificar a ausência.

A justificativa é feita para cada turno em que houver ausência.

O e-Título possui funcionalidade para justificativa eleitoral, e a Justiça Eleitoral também disponibiliza outras formas para a regularização da ausência.

DEPOIS DA CAMPANHA, PERMANECE A DEMOCRACIA

A eleição encerra uma disputa política. Não encerra a convivência entre os brasileiros.

Durante meses, candidatos, partidos e diferentes grupos da sociedade apresentaram propostas, defenderam ideias, fizeram críticas e disputaram a confiança do eleitor.

Amanhã, essa decisão deixa os palanques e chega à urna.

Cada cidadão terá diante de si um espaço reservado, protegido pelo sigilo, para fazer suas escolhas sem precisar explicá-las a ninguém.

Esse talvez seja um dos significados mais importantes do voto democrático.

A democracia não exige que todos pensem da mesma maneira. Ao contrário: ela existe justamente para permitir que pessoas com opiniões, projetos e visões de mundo diferentes possam disputar ideias dentro de regras comuns.

Quem vencer uma eleição assume responsabilidades institucionais que alcançam toda a sociedade. Quem não vencer continua participando da vida democrática, fiscalizando, criticando, propondo e exercendo os direitos assegurados pela Constituição.

A eleição passa.

As instituições permanecem.

E a responsabilidade do cidadão também.

Por isso, independentemente da escolha de cada eleitor, a mensagem para este domingo pode ser muito simples:

informe-se, confira seus candidatos, respeite quem pensa diferente e vote com consciência.

Na cabine, cada brasileiro faz sua escolha individual.

Quando a votação termina, porém, o país continua sendo de todos.

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