Os esforços de resgate continuam intensos na Venezuela após os dois fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). O balanço oficial divulgado nesta quinta-feira (25) aponta 188 mortos, 1.520 feridos e centenas de pessoas ainda desaparecidas, números que podem aumentar à medida que as equipes avançam nas buscas em áreas devastadas pelos desabamentos.
Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram danos severos em Caracas e em diversos estados venezuelanos. Segundo autoridades, cerca de 250 edifícios foram destruídos ou sofreram avarias estruturais, comprometendo serviços essenciais e deixando milhares de famílias desalojadas.
RESGATE CONTINUA EM ÁREAS DE MAIOR DESTRUIÇÃO

As operações de busca permanecem concentradas nos locais onde houve colapso de edifícios residenciais, comerciais e públicos. Bombeiros, equipes especializadas e voluntários utilizam equipamentos de escuta, cães farejadores e máquinas para localizar possíveis sobreviventes sob os escombros.
As regiões mais afetadas incluem Caracas e o estado de La Guaira, onde bairros inteiros registraram grandes danos estruturais. Hospitais seguem operando em regime de emergência para atender o elevado número de vítimas, enquanto abrigos temporários recebem famílias que perderam suas residências.
Especialistas alertam que as buscas exigem cautela devido ao risco de novas réplicas, capazes de comprometer construções já fragilizadas. As autoridades orientam a população a evitar edificações danificadas até que sejam realizadas avaliações técnicas.
ESTADO DE EMERGÊNCIA MOBILIZA APOIO INTERNACIONAL

Diante da dimensão da tragédia, a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e anunciou medidas voltadas ao atendimento imediato da população afetada. O governo também classificou algumas áreas como zonas de desastre, facilitando a mobilização de recursos extraordinários.
Diversos países anunciaram apoio humanitário. Brasil, Estados Unidos e nações europeias mobilizaram equipes especializadas em busca e salvamento, além do envio de equipamentos e assistência técnica para reforçar as operações em território venezuelano.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. O Itamaraty acompanha a situação por meio da rede diplomática e mantém contato com autoridades locais para eventual assistência consular.
MAIOR TERREMOTO EM MAIS DE UM SÉCULO ACENDE ALERTA

Segundo informações de órgãos internacionais de monitoramento sísmico, o segundo abalo, de magnitude 7,5, é considerado o mais intenso registrado na Venezuela em mais de cem anos. Os tremores foram sentidos em praticamente todo o território venezuelano e alcançaram regiões da Colômbia e do norte do Brasil, incluindo cidades como Manaus e Belém.
Além da destruição de imóveis, houve interrupções no fornecimento de energia elétrica, dificuldades nas telecomunicações e suspensão temporária de atividades em aeroportos, sistemas de transporte e serviços públicos em áreas atingidas. As autoridades seguem monitorando possíveis réplicas e reforçando orientações de segurança para a população.
Organizações humanitárias avaliam que a fase mais crítica da resposta ao desastre dependerá da rapidez no atendimento às vítimas, da recuperação da infraestrutura básica e da coordenação entre autoridades nacionais e equipes internacionais.
CONCLUSÃO
A tragédia provocada pelos terremotos representa um dos maiores desastres naturais da história recente da Venezuela. Enquanto o número de vítimas continua sendo atualizado, as operações de resgate permanecem como prioridade absoluta das autoridades e das equipes internacionais que chegaram ao país. Paralelamente, inicia-se o desafio da reconstrução de áreas devastadas e da assistência às milhares de famílias afetadas, em um cenário que exigirá cooperação humanitária e esforços prolongados de recuperação.
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