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Cláudia Márcia Soares transforma experiência entre magistratura e advocacia em lição de longevidade profissional na Convenção da ABA

Magistrada aposentada, advogada e liderança do universo jurídico, palestrante levou à 24ª Convenção Anual da ABA uma reflexão construída a partir de sua própria trajetória: como permanecer ativo, relevante e realizado profissionalmente sem permitir que o trabalho se transforme em adoecimento


Há ensinamentos que encontramos nos livros. Outros somente o tempo, a experiência e uma longa vida profissional são capazes de proporcionar.

Foi justamente essa segunda espécie de conhecimento que Cláudia Márcia de Carvalho Soares levou à 24ª Convenção Anual da Associação Brasileira de Advogados – ABA, realizada no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro.

Convidada para falar sobre “Longevidade sem Adoecimento: Lições de uma Trajetória entre a Magistratura e a Advocacia”, Cláudia reuniu em sua palestra duas credenciais difíceis de reproduzir: uma extensa experiência no sistema de Justiça e a possibilidade de observá-lo a partir de perspectivas profissionais distintas.

Depois de uma longa carreira na magistratura trabalhista, na qual exerceu a jurisdição e também se dedicou à formação e à vida associativa, Cláudia passou a conhecer igualmente a realidade da advocacia.

Sua presença na Convenção, portanto, representou mais do que a participação de uma palestrante. Representou a oportunidade de ouvir alguém que acumulou experiências suficientes para falar não apenas sobre como construir uma carreira, mas sobre como atravessá-la.

A autoridade que somente a trajetória proporciona

Cláudia Márcia Soares construiu sua vida profissional no Direito.

Durante sua passagem pela magistratura trabalhista do Rio de Janeiro, exerceu funções jurisdicionais e participou de atividades acadêmicas, institucionais e de formação de magistrados. Sua trajetória inclui atuação relacionada à Escola Nacional da Magistratura da Associação dos Magistrados Brasileiros e participação em importantes debates do universo jurídico.

Atualmente, já aposentada da magistratura, permanece presente na vida jurídica e institucional, inclusive na advocacia e no movimento associativo.

Essa continuidade talvez seja uma das características mais interessantes de sua trajetória.

A aposentadoria de uma função não significou afastamento do Direito, do debate público ou da contribuição às instituições. Ao contrário: a experiência acumulada ao longo dos anos transformou-se em matéria-prima para uma nova etapa profissional.

É precisamente por isso que sua palestra encontrou terreno tão fértil na Convenção da ABA.

Cláudia não precisou falar sobre longevidade profissional apenas como conceito.

Sua própria trajetória ajuda a explicar o tema.

Permanecer é diferente de apenas resistir

A advocacia e as demais carreiras jurídicas são marcadas por grandes exigências.

Responsabilidade, prazos, conflitos, decisões difíceis, cobranças, estudo permanente e necessidade de atualização acompanham o profissional durante décadas.

Por isso, falar de longevidade profissional exige ir além da quantidade de anos dedicados ao trabalho.

Uma carreira verdadeiramente longeva não deveria ser medida somente pelo tempo durante o qual alguém conseguiu permanecer trabalhando, mas também pela capacidade de continuar encontrando significado, disposição, curiosidade intelectual e qualidade de vida ao longo dessa caminhada.

É nesse ponto que o tema escolhido por Cláudia Márcia Soares adquire especial atualidade.

Não basta chegar longe. É preciso perguntar em que condições estamos chegando.

Uma profissão pode proporcionar reconhecimento, realizações e grandes conquistas. Mas, quando a busca incessante por produtividade e resultados ignora limites humanos, o sucesso profissional pode cobrar um preço excessivamente alto.

A reflexão sobre longevidade sem adoecimento convida advogados, magistrados e demais profissionais do Direito a pensarem na carreira não como uma corrida de curta distância, mas como uma construção de décadas.

Uma visão dos dois lados do sistema de Justiça

Outro elemento tornou especialmente valiosa a presença de Cláudia na programação da 24ª Convenção: sua experiência entre a magistratura e a advocacia.

São funções diferentes, constitucionalmente indispensáveis e que enxergam o processo sob perspectivas próprias.

Quem exerceu a magistratura conhece a responsabilidade de decidir, a necessidade de administrar conflitos, o funcionamento interno do Judiciário e o peso humano existente por trás dos processos.

Quem vivencia a advocacia experimenta outra dimensão: a responsabilidade de representar interesses, construir estratégias, relacionar-se diretamente com o jurisdicionado e defender direitos perante o sistema de Justiça.

Ter transitado por essas experiências proporciona a Cláudia uma perspectiva particularmente rica.

E há uma lição institucional importante nessa trajetória: magistratura e advocacia não precisam ser compreendidas como mundos adversários. São funções distintas que participam da mesma construção — a realização da Justiça.

Levar essa experiência para uma Convenção de advogados amplia o diálogo e ajuda a formar profissionais capazes de compreender melhor não apenas suas próprias atribuições, mas também o funcionamento das instituições com as quais se relacionam.

Experiência que não se aposenta

Existe uma ideia especialmente importante para uma entidade preocupada com o desenvolvimento profissional de seus associados: experiência acumulada é patrimônio.

Profissionais que atravessaram diferentes fases do Direito brasileiro carregam conhecimentos que não podem ser substituídos simplesmente por manuais, cursos ou novas tecnologias.

Conheceram mudanças legislativas.

Assistiram à transformação dos tribunais.

Acompanharam a digitalização do processo.

Viram novas gerações chegarem às profissões jurídicas.

Enfrentaram mudanças culturais, institucionais e tecnológicas.

Acertaram, erraram, aprenderam e continuaram.

Quando alguém com essa trajetória aceita compartilhar suas experiências com outros profissionais, ocorre uma verdadeira transmissão de conhecimento entre gerações.

Foi também isso que a ABA buscou proporcionar ao convidar Cláudia Márcia Soares para sua Convenção.

Crescer profissionalmente também significa aprender a durar

A Associação Brasileira de Advogados tem como missão promover o crescimento e o reconhecimento profissional de seus associados.

Normalmente, quando se fala em crescimento, pensa-se imediatamente em conhecimento técnico, clientes, posicionamento, relacionamentos e oportunidades profissionais.

Tudo isso importa.

Mas existe uma dimensão anterior a todas elas: construir uma carreira suficientemente saudável e sustentável para que o profissional possa usufruir de suas conquistas.

A palestra de Cláudia acrescentou justamente essa perspectiva à programação da Convenção.

Formar melhores advogados também significa estimular reflexões sobre escolhas profissionais, equilíbrio, saúde, relações humanas e sentido do trabalho.

A ABA pretende preparar seus associados para crescer.

Mas deseja igualmente que possam crescer sem se destruir no caminho.

“Cláudia nos trouxe aquilo que não se aprende apenas nos livros”

Para o presidente da Associação Brasileira de Advogados – ABA, Esdras Dantas, o convite à palestrante permitiu oferecer aos convencionais um conhecimento especialmente valioso: aquele produzido pela experiência.

“Foi uma grande satisfação receber a advogada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) Cláudia Márcia Soares em nossa Convenção. Sua trajetória inspira respeito porque reúne experiência, conhecimento e uma vida dedicada ao Direito. Cláudia nos trouxe aquilo que não se aprende apenas nos livros: as lições acumuladas ao longo de uma carreira vivida intensamente, primeiro na magistratura e agora também sob a perspectiva da advocacia. A ABA se sente honrada por ter contado com sua presença e por proporcionar aos nossos associados a oportunidade de ouvi-la.”

A participação de profissionais com trajetórias consolidadas também expressa uma concepção que orienta a Convenção da ABA.

Um grande encontro da advocacia não deve ser apenas um lugar para apresentar novidades.

Deve ser também um espaço para preservar experiências, aproximar gerações e reconhecer aqueles que construíram histórias capazes de ensinar aos que continuam caminhando.

Uma carreira não é feita apenas das posições que ocupamos

Ao longo da vida profissional, cargos mudam.

Funções terminam.

Instituições se transformam.

Novas tecnologias aparecem.

Uma geração sucede a outra.

Mas aquilo que permanece é o conhecimento acumulado, as relações construídas, a reputação conquistada e a contribuição que cada profissional deixa para aqueles que encontrou durante o caminho.

É por isso que falar sobre longevidade a partir da trajetória de Cláudia Márcia Soares possui um significado especial.

Ela conheceu a Justiça pela perspectiva de quem tinha a responsabilidade de julgar. Conhece agora outros aspectos desse universo jurídico. Continua participando, debatendo, aprendendo e compartilhando experiência.

Sua presença na 24ª Convenção Anual da ABA lembrou aos advogados algo que frequentemente se perde no ritmo acelerado da profissão:

uma carreira bem-sucedida não é apenas aquela que chega mais alto. É também aquela que consegue chegar mais longe preservando a capacidade de continuar aprendendo, contribuindo e encontrando sentido no que faz.

Ao aceitar o convite da Associação Brasileira de Advogados e dividir parte dessa trajetória com os convencionais, Cláudia Márcia Soares não levou ao palco apenas uma palestra. Levou uma vida profissional transformada em conhecimento.

E a ABA agradece e se sente honrada por ter podido compartilhá-lo com seus associados.


Da Redação do Dossiê Nacional

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